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COPAS OU BRASILEIRÃO: O DILEMA ESPORTIVO (E FINANCEIRO) QUE RONDA O CORINTHIANS

Vulgo Timão
Vulgo Timão
14 de setembro de 2026 · 4 min de leitura

Depois de perder de virada para o Flamengo neste domingo, o Corinthians bateu uma marca que não via há duas décadas: cinco derrotas seguidas no Brasileirão. A última vez que isso tinha acontecido foi entre maio e julho de 2006, numa sequência que na época chegou a seis jogos. Motivo mais que suficiente pra torcida (e a diretoria) se perguntarem: vale a pena seguir de olho nas Copas enquanto o time afunda no Brasileiro?

A sequência atual começou em 16 de agosto, com derrota para o Cruzeiro em casa, e emendou tropeços para Coritiba, Santos, Chapecoense e agora Flamengo. Nesses cinco jogos, o Corinthians marcou só quatro gols e sofreu nove, com três das derrotas dentro da Neo Química Arena. O resultado deixou o time na 13ª posição, com 32 pontos em 27 rodadas, apenas quatro à frente do Z4.

Enquanto isso, na Libertadores, a realidade é bem diferente: o Corinthians lidera seu grupo e chega embalado às quartas de final, com decisão marcada para quarta-feira (16/09), às 21h30, contra o Estudiantes, depois do 1 a 1 na ida. Não é coincidência que Diniz tenha escalado um time alternativo contra o Flamengo: o foco declarado do treinador, pelo menos por enquanto, está na vaga da semifinal.

COPAS OU BRASILEIRÃO EM NÚMEROS
5 DERROTAS SEGUIDAS NO BRASILEIRÃO, PIOR SEQUÊNCIA DESDE 2006. CORINTHIANS É 13º COLOCADO, COM 32 PONTOS, 4 ACIMA DO Z4. DÍVIDA BRUTA DE R$ 2,7 BILHÕES E DÉFICIT DE R$ 246 MILHÕES NO 1º SEMESTRE DE 2026. DECISÃO DAS QUARTAS DA LIBERTADORES CONTRA O ESTUDIANTES: QUARTA-FEIRA (16/09), 21H30, NA NEO QUÍMICA ARENA.

Essa diferença de rendimento entre competições reacendeu nesta manhã um debate nas redes: será que o Corinthians tem mesmo um "DNA copeiro", ou o que pesa é simplesmente o buraco no caixa? A conta é direta. O clube carrega uma dívida bruta na casa dos R$ 2,7 bilhões e fechou o primeiro semestre de 2026 com déficit de R$ 246 milhões. Cada fase avançada numa Copa injeta dinheiro ainda durante a temporada. Já o Brasileirão só paga premiação depois da 38ª rodada, quando o campeonato inteiro já terminou. Pra um clube endividado que precisa de caixa agora, a lógica financeira empurra na direção das Copas.

Só que o argumento esportivo bate de frente com essa ideia. Na era de pontos corridos, o Corinthians já foi tetracampeão brasileiro, inclusive em temporadas de aperto financeiro parecido com o atual. Ou seja: historicamente, o time nunca foi "naturalmente pior" no Brasileirão, o problema não é genético.

Nas redes, a Fiel se divide. Uma parte reconhece que o elenco atual não tem fôlego pra brigar em três frentes ao mesmo tempo e prefere ver o time inteiro focado na Libertadores. Outra parte considera um absurdo colocar em segundo plano o campeonato que garante presença na elite do futebol brasileiro no ano que vem, mesmo com o Z4 ainda a uma distância relativamente confortável. Tem quem enxergue até um combinado silencioso entre diretoria e comissão técnica pra sacrificar o Brasileiro em nome do dinheiro das Copas, e quem aproveite o momento pra colocar a culpa na gestão do clube.

Independentemente de qual lado da discussão convence mais, uma coisa é certa: quarta que vem, o Corinthians não tem mais como escolher. Precisa vencer o Estudiantes pra manter viva a esperança nas duas frentes ao mesmo tempo.

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